domingo, 25 de setembro de 2016

Eu vim de longe...




Admiti escrever um post a comunicar o regresso do "On the rocks". Pensei melhor e decidi não o fazer. Na verdade não sei se este blog vai regressar.  Aconteceu, simplesmente, que algumas leitoras me foram perguntando, desde o início do Verão, quando é que eu retomava  o "On the rocks".
Várias vezes pensei em fazê-lo, mas sempre encontrei desculpas para adiar o regresso. Ou porque era Verão, ou porque não tinha tempo, ou porque não me sentia com disponibilidade para alimentar dois blogs, ou porque o On the rocks tem poucos leitores, ou porque me apetece gozar a reforma, ou ainda porque, estando agora reformado e com uma vontade enorme de viver o tempo que me resta, não ter disponibiidade para retribuir as visitas que os leitores me fazem, o que me deixa desconfortável.
Esta terá sido a razão mais forte para andar há dois  adiar  um possível regresso,  mas devo admitir que há uma outra: um certo esvaziamento mental que me coarcta a criatividade e impede de manter a qualidade e variedade de temas que, a avaliar pelas opiniões positivas, o "On the rocks" oferecia aos leitores.
Nas últimas semanas, dois comentários no CR foram decisivos para que decidisse reabrir esta janela da blogosfera. 
Primeiro foi a Afrodite a chamar a atenção para o facto de muitos portugueses terem visitado imensos países, mas não conhecerem as maravilhas que Portugal oferece. Partilho a opinião dela e o seu comentário fez acender uma luzinha no meu cérebro. 
Há três ou quatro anos, andava eu a fazer um cruzeiro no Nilo, conheci em Luxor dois casais nortenhos, mas com as vidas ancoradas em Lisboa. 






Nessa noite conversámos bastante sobre viagens, vinhos e gastronomia. Eles especialistas em provar o precioso néctar e os petiscos culinários, elas mais voltadas para petiscos que alimentam o espírito, mas pouco exigentes. Falavam maravilhadas de paisagens do nordeste brasileiro, das delícias das praias das caraíbas,do charme das  ruas de Paris , Londres e Roma,ou dos encantos do sudeste asiático, mas quando lhes perguntava se tinham visitado determinado museu, invariavelmente respondiam que não, por falta de tempo. Um argumento clássico, que me habituei a ouvir com frequência, pelo que não estranhei. 
Mais surpreendido fiquei, quando lhes comecei a falar das belezas do Douro Internacional, das paisagens atapetadas de Trás os Montes,  das aldeias de xisto da Lousã, da beleza agressiva da Beira Alta, nomeadamente na zona de transição a norte, e constatei que não sabiam onde era o Douro Internacional, aldeias de xisto apenas conheciam uma ou duas perto de Castelo de Paiva, onde tinham ido depois da queda da ponte de Entre os Rios, Beira Alta e Trás os Montes só de passagem. 


No entanto, conheciam bem o Alentejo, que adoravam e o Algarve ( não disseram, mas pela conversa percebi, que conheciam as praias algarvias e os hotéis, mas o Algarve interior  e serrano, só aquele por onde o automóvel é obrigado a passar a caminho de Tavira).
Sou um irredutível apaixonado pelo Norte e dói-me constatar que conheço dezenas de pessoas que viajaram  para países longínquos, mas nunca foram a Trás os Montes por, alegadamente, ser muito longe!!!!
Andava eu por Trás os Montes com aquela luzinha de que acima vos falei a bailar  nos neurónios, quando a minha querida amiga Teresa me pediu para escrever sobre... Trás os Montes. 
Foi então que pensei que viajar por Portugal, poderia ser um bom mote para  o " On the rocks". Um blog destinado a divulgar as belezas do nosso país, com uma ou outra crónica pelo meio a fazer a ponte entre mim e os leitores. 

Uma coisa despretensiosa com poucas palavras e muitas imagens. Que não serão certamente as maravilhosas fotos da Elisa Fardilha, ou da Lis Costa, mas que tentarão ser suficientemente motivadoras para aliciar os leitores a "irem para fora cá dentro".
Como acontece com qualquer viajante que se preze, neste blog os posts não terão dia nem hora para chegar. Será, por isso, um On the rocks centrado em Portugal, nas coisas portuguesas e nas paisagens que o país oferece, mas sem dia nem hora de actualização.
Como é óbvio, começarei pelo Norte e por essa belíssima província de Trás os Montes. Depois, logo se vê. Será  a minha  inspiração, a vontade de escrever  e a reacção dos leitores que irá determinar o futuro do On the rocks. Uma coisa é certa: tal como antes da interrupção, política aqui não entra
Uma última palavra, para informar  que antes de iniciar o périplo pelo país, ainda escreverei outro post. Em jeito de prefácio a uma viagem que espero vos agrade e termine o mais tarde possível. É que este ano em que andei afastado daqui fiz uma longa viagem ao interior de mim e tenho a sensação de estar a chegar de muito longe.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Boas Festas


Eu podia colocar aqui um daqueles cartões de Boas Festas muito tecnológicos, cheios de efeitos especiais, para vos desejar Festas Felizes,mas este ano o que me apetece mesmo, é um cartão dos velhos tempos em que as pessoas se preocupavam em enviar as Boas Festas por correio e em personalizar as suas mensagens.
Assim, é com este recurso às velhas tecnologias que vos desejo um  Feliz Natal e que 2016 vos traga a concretização de todos os vossos desejos.
Aproveito também para agradecer a todos os que me apoiaram nos momentos difíceis que vivi este ano, a quem  espero visitar "pessoalmente" até final do ano, com uma mensagem de Natal personalizada.
Beijinhos e abraços.
Até breve


domingo, 29 de novembro de 2015

Never say goodbye

Caros leitores e amigos:
Creio ter chegado a altura de vos comunicar que o  Crónicas on the roks irá suspender a sua actividade por tempo indeterminado.
A falta de inspiração, aliada à indisponibilidade para retribuir as visitas, levaram-me a tomar esta decisão.
Agradeço a todos a amizade e simpatia  que me dedicaram e aproveito para comunicar aos interessados, que poderão continuar a ler os meus desabafos e indignações no Crónicas do Rochedo.
Até sempre e muito obrigado!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Nada de prestações

"A morte é o tributo que temos de pagar  pela oportunidade que nos foi dada de vivermos. Aceito as regras, mas não quero pagar esse tributo em prestações."
Não me recordo quem teve este pensamento, que cito de cor, mas desde sempre concordei com ele.
Chegou a hora de reafirmar que, nunca tendo recorrido a créditos bancários, nem comprado nada a prestações, me sinto com o direito de reclamar que o último tributo que me for reclamado, seja pago numa prestação única.
Obrigado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Que desperdício!

Sempre pensei que o período de convalescença, pós operatório, me iria permitir diminuir substancialmente a resma de livros que se amontoam em cima da secretária do meu escritório.Parece que me enganei. Uma semana depois de ter regressado a casa e quase três após a intervenção cirúrgica, ainda não consegui pegar num livro. Ou melhor... até consegui pegar em vários, mas não consigo concentrar-me na leitura. Resultado. Com os livros que me têm sido oferecidos, a resma aumentou em vez de diminuir...
Dos jornais só leio praticamente as gordas (com os perigos que isso envolve), por isso o tempo tem sido passado a ver televisão, especialmente séries como o Alô, Alô e notícias.
Parece-me que também não devo andar a perceber bem as notícias, mas isso são contas de um outro rosário.
Bem, tudo isto para justificar e minha ausência daqui durante toda a semana e voltar a expressar a minha vontade de regressar aos vossos blogs. Talvez na próxima semana...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Oh happy day!


Saí do hospital na sexta-feira, uma semana antes do que os médicos previam. Já reaprendi a andar, a respirar e a desenvolver gestos básicos que  desaprendi durante o processo.
Como já vos disse, a recuperação é feita de avanços e recuos. mas estes  primeiros dias em casa têm sido surpreendentes e muito animadores no que concerne à recuperação. A juntar ao prazer do regresso a casa, este sol maravilhoso já me permitiu dar uns passos no jardim e sentir na plenitude o prazer da vida. Algo que, confesso, considerava inimaginável há apenas uma semana.
O próximo objectivo é deixar a casa de Lisboa e conseguir escrever um post na varanda do meu Rochedo, com o mar do Guincho em fundo, enquanto debico uns rissóis de marisco (feitos pela fiel Silvina, que já me prometeu vir de propósito do Porto para os fazer em minha casa) e faço uma saúde a todos vós com um belo vinho do Douro. 
Eu sei que ainda vai demorar (o Inverno aproxima-se e é longo e depressivo) mas o caminho faz-se caminhando e é preciso traçar metas ambiciosas. 
Espero, finalmente, não vos voltar a maçar com posts sobre o meu estado de saúde. Tão rapidamente quanto me seja possível, espero voltar a escrever os posts que motivaram tantos leitores a tornarem-se assíduos do On the Rocks, privilegiando-me com o prazer da vossa amizade.
Em tempo: Assim que me seja possível, começarei também a visitar os vossos blogs, de que também já sinto saudades

terça-feira, 3 de novembro de 2015

All that jazz

Uma semana após a intervenção cirúrgica, sinto-me obrigado a dar notícias sobre o meu estado.
Em primeiro lugar,como já devem ter percebido, estou vivo o que significa que venci a primeira batalha.
O processo de recuperação faz-se de avanços e recuos.No mesmo dia facilmente se pode passar da depressão a euforia e viceversa. Hoje( como também já devem ter percebido) tenho estado num dia bom,porque me tiraram todos os drenos e tudo indica que o período de internamento seja bastante inferior as três semanas inicialmente previstas.
Finalmente, para vos explicar o título do post, digo-vos que as noites tem sido um martírio, porque naoconsigo pregar  olho.Como nunca tomei nada para dormir, começaram por me dar coisa levezinhas, maso efeito foi nulo. Acabei por ceder com um Lorenin, mas as alucinações durante o sono foram tantas que me recusei a repetir a dose e esta noite automediquei-me.Recusei nova experiência terapêutica e, depois de todas s luzes apagadas e a televisão desligada, pus os auscultadores e sintonizei a radio na SmoothFM.
Mas porque nao me lembrei disto antes? Dormi tranquilamente durante seis horas , o que nao acontecia ha semanas.
E e tudo, meus caros, porque isto ainda nao da para grandes escritas, mas creio ter dado as informações que vos interessavam.
Resra-me agradecer-vos todas as manifestações de amizade. que me tem transmitido aqui, põe email, ou SMS.
Confesso que e  o primeiro dia nos últimos três meses que sinto prazer em vir aqui. Saudades de vocês nunca deixei de sentir e em breve espero poder voltar a um convívio mais frequente com todos vos, seja aqui ou nos vossos blogs.
Obrigado por tudo o que me tem dado nestes meses de angustia que tenho vivido.Bem hajam!